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Postado por Bianca Maddox Entrevista da Jamie McGuire para o The Pursuit

Jamie McGuire concedeu uma entrevista ao site The Pursuit Tv onde ela fala sobre ‘Belo Desastre’ e suas experiências de sucesso com a auto-publicação. Assista ao vídeo legendado:

Fonte

 

Postado por Laís Entrevista exclusiva com Jamie McGuire.
A autora Jamie McGuire concedeu uns minutinhos do seu preciso tempo para dar uma entrevista exclusiva ao nosso — agora antigo — blog Travis And Abby. Ela fala sobre seus livros já publicados, seus futuros projetos, sobre a filha, Eden Fierce, a parceria com a autora Teresa Mummert, e claro, sobre a adaptação de Belo Desastre! Confira:
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Olá, Jamie! Estamos muito felizes por você estar nos concedendo essa entrevista exclusiva, e vamos tentar tirar algumas de nossas dúvidas e dos fãs também. Então vamos lá!

Seus livros…

111Belo Desastre Brasil (BDBR): Você escreve livros diferentes uns dos outros, você muda de gênero literário sem nenhum esforço. No Brasil só foram lançados, Belo Desastre, Desastre Iminente, Belo Casamento, Bela Distração e recentemente, Red Hill. Até o presente momento, Red Hill é o diferencial de Jamie McGuire entre seus leitores brasileiros. O que você diria para convencê-los a lerem esse livro? Dar uma oportunidade de conhecer um lado diferente do seu trabalho do que eles já conhecem?
Jamie McGuire (JM):, Eu diria que se você amou meus outros livros, então você vai curtir Red Hill. Red Hill é sobre um tipo diferente de amor que não temos que sonhar – um amor muito real, que todos nós conhecemos – amor pela nossa família. Você também poderá encontrar os casais se apaixonando durante a história, Red Hill é sobre esperança e o que faríamos para nossos entes queridos, para mantê-los vivos.
BDBR: Happenstance apesar de ser um livro Young Adult bem curtinho e o amor de Erin e Weston ser tão fofo, trás um tema bem polêmico: o Bullying. E tem cenas fortes; Como a da Alder, dizendo para Easter ir para a casa e se matar ou as ofensas e xingamentos que ela sofre em sala de aula. O 2bullying é um tema que ganhou grande destaque há algum tempo na mídia, mas que vem acontecendo á anos (ou desde sempre). O que te levou a escrever sobre esse assunto? Você já sofreu bullying quando criança ou adolescente?
JM: Eu fui intimidada toda a minha infância e eu sinto que em algum momento todos em suas vidas experimentam algum tipo de bullying. Foi importante para mim, mostrar como você pode ainda superar esse comportamento. Que você ainda pode ser uma pessoa adorável que ama a si mesma, em vez de tratar os outros mal, porque você estava sendo tratada assim, ou criticar a si mesmo, porque os outros são tão críticos a você. Espero que os leitores ao terminar Happenstance, deixem-se acreditar que eles são melhores do que a negatividade dos outros e que não mereciam ser tratados mal e que o amanhã será melhor.
3 BDBR: Desde criança eu amo filmes Sci-fi. Como leitora, eu gosto muito do gênero New Adult. Minha autora favorita é a Jamie McGuire. Agora juntando tudo isso, temos: APOLONIA. Infelizmente esse é o livro do qual eu menos ouço ou vejo os fãs falarem. Você, Jamie McGuire, o que pode dizer para chamar a atenção dos leitores e até mesmo da sua editora brasileira, para esse livro? Destaque ele de todos os outros.
JM: Sci-Fi não parece ter um grande público dentro da comunidade de romance. Apolonia é obscuro e uma ficção científica, mas também um New Adult e tem uma história de romance de jeitos bem diferente. Acredito que se os leitores derem só uma chance, eles vão gostar muito.

Futuros livros…

BDBR: Os fãs AMARAM quando você anunciou ‘Something Beautiful’. Eu adorei, mas também comecei a me perguntar se você não tem a idéia de escrever sobre Kody/ Raegan/ Brazil? Porque eu achei que eles são um triângulo amoroso conturbado e com história a contar. Você também disse que pretende escrever sobre Jim e Diane e um prequel sobre a Abby antes do Travis… o quão longe estamos dessas futuras histórias e o que podemos esperar delas? Em uma resposta a um fã no twitter recentemente, você disse que talvez escrevesse uma novella sobre a Jessica Maddox. Não podemos esquecer o que é citado nos livros sobre uma garota Maddox, o que nos faz imaginar e querer ainda mais, uma história sobre ela. Escrever sobre ela, é realmente uma possibilidade para você? 
JM: Agora não tenho planos, mas isso não significa nunca. Ainda tenho planos de escrever sobre Jim e Diane e um prequel para a Abby, mas irá demorar, até que eu consiga escrever. Eu também poderei escrever um livro para as crianças, como eu estou fazendo agora com os personagens mais jovens de Providence, chamado Sins of the Innocent. Porém, eu tenho um monte de histórias para contar, e meus dedos digitam até certa velocidade!
4BDBR: . Os fãs fiéis da Jamie no país querem, torcem e pedem muito para que todos os seus outros livros sejam publicados no Brasil. Providence foi o primeiro livro fora do mundo “Desastre” da Jamie que eu li e ele me surpreendeu muito! Eu simplesmente amei a trilogia, no qual em alguns momentos me lembrou de Crepúsculo e Hush, Hush de Becca Fitzpatrick. Assim como os fãs dessa trilogia, eu estou mega ansiosa por ‘Sins of the Innocent’.
JM: Sins of the Innocent é muito prazeroso de escrever. Não sabia o quanto eu senti falta de estar imersa no mundo de Providence, e a sensação é incrível de estar de volta. Há uma personagem feminina muito forte e ela é tanto um desafio como muito divertida de escrever.
BDBR: ‘Sweet Nothing’ ainda nem foi lançado e já teremos mais da ApoloniaCoverparceria entre Jamie McGuire e Teresa Mummert com ‘Shelf Life’, que é o primeiro de uma nova série! O que você pode nos dizer sobre o livro que está vindo no dia 1 de novembro, como foi essa experiência de parceria entre autoras, como foi trabalhar com a Teresa e o que esperar de Shelf Life e quantos livros estão previsto para essa nova série?
JM: Sweet Nothing é uma combinação de idéias que Teresa e eu imaginamos, e estamos muito animadas para começar. Não posso te dizer muito sobre isso, mas é um romance contemporâneo e, muito possivelmente, ainda tem uma das minhas maiores reviravoltas. Shel Life também é um projeto confidencial neste momento, mas nós sentimos que vamos nos concentrar depois que liberar o primeiro livro. Ambas acreditamos que vai ser um dos favoritos dos fãs.

Sobre os fãs…

BDBR: Uma coisa que eu reparei em você é que você tem amizade com alguns de seus leitores fiéis e isso ficou mais nítido no ‘A Beautiful Wedding Book Event’, em que você se mostrou muito acessível. Isso é tão legal, alguns fãs realmente fazem a diferença e se destacam na vida de um autor. Como é essa amizade que você tem com eles e a sua relação com os demais fãs? 
JM: Conheci alguns dos meus melhores amigos porque eles eram leitores. Gosto de poder conhecer cada um deles, porque eu aprecio que comprem meus livros e contem aos seus amigos! Se não fosse pelos leitores, eu não seria capaz de escrever em tempo integral e isso é muito especial.
BDBR: Vamos falar sobre uma jovem autora promissora que mora na sua casa: Eden Fierce! ‘Eyes of the Woods’ não é o único livro escrito pela Eden, mas é o único publicado até o agora. Para você, 5como mãe e autora, como foi ver sua filha dando esse grande passo de publicar um livro? Eu como filha e leitora, achei lindo você, mãe, dando autógrafos ao lado da sua filha em alguns eventos, Eden pareceu ser muito simpática tirando fotos com os leitores. Você melhor do que ninguém entende os prós e contras dessa carreira e tenho certeza que apoia e aconselha a sua filha em qualquer decisão de sua vida, mas ela é jovem ainda, qual o conselho que você dá para ela caso ela realmente siga essa carreira?
JM: Eden trabalhou em Eyes of the Woods por muito tempo, então quando foi publicado, fiquei orgulhosa, mas eu também sabia do que ela era capaz. Eu estou feliz que tenhamos trabalhado nele juntas. Naquela época era muito precioso para mim como uma mãe. Eu não estava preparada para alguns comentários on-line. Não de leitores ou críticos, mas de autores! Suponho que há muita pressão para tornar o seu trabalho conhecido e as pessoas têm muito a dizer quando eles percebem que alguém esta vendo o sucesso que eles não acreditam que foi alcançado. Mas Eden trabalhou com muito afinco. Ela mereceu. 

Sobre o filme…

6BDBR: Os direitos foram comprados pela Warner Bros em 2012, o roteiro havia sido escrito pela roteirista Julia Hart e Donald De Line era o produtor. Porém os direitos retornaram á você em 2014. Minha dúvida é: A Warner desistiu da adaptação ou você não aprovou o roteiro por que não estava fiel ao livro? Eu sei que você está otimista de que o filme será produzido, mas não tão cedo, e que querem algo muito bem feito para os fãs. Até agora não houve nenhum progresso? 
E eu devo dizer que, estou lendo Red Hill, e desde o primeiro capítulo que li, eu o imaginei como um filme em minha cabeça! Você já imaginou um filme de Red Hill ou algum outro livro de sua autoria sendo adaptado?
JM: Pelo que eu entendi o roteiro não foi aprovado e o filme não vai seguir em frente. No entanto, eu nunca falei com o produtor ou qualquer pessoa na Warner, então, essa é a especulação que eu tenho com base em qual estágio o projeto estava na época. Eu li o roteiro e senti que havia algumas áreas muito importantes para os personagens que não foram honradas e por causa disso eu estou disposta a esperar. Eu adoraria que Red Hill se tornasse um filme. Adoro ver esses personagens ganhando vida. 
BDBR: Os livros da série Belo Desastre são os mais populares entre seus fãs e eles sempre estão perguntando coisas relacionadas á série; se teremos mais livros sobre Travis e Abby, se teremos um livro de tal personagem secundário da história, perguntam muito sobre o filme, ás vezes parece até mesmo exigir uma adaptação, expressam suas opiniões sobre quem poderia interpretar Travis Maddox e que não aceitariam outro ator. Ás vezes isso te irrita? Essa pressão dos fãs relacionada ao filme e aos livros dessa série? 
JM: Isso não me irrita, mas o que me incomoda é que muitas pessoas perguntam em vez de olhar no meu site, onde podem encontrar muitas respostas para as perguntas que fazem no FAQ. Me incomoda porque não tenho tempo para responder e não quero que eles se sintam ignorados. Eu certamente não estou ignorando meus leitores. Eu estou ocupada escrevendo outros livros!

Ok, Jamie! Terminamos aqui nossa entrevista, e mais uma vez, muito obrigado por nos concedê-la. Te esperamos no Brasil em breve!

Tradução: Thatty Cruz

Postado por Laís Entrevista de Jamie McGuire para o Indiereader.

Nesta entrevista para o site Indiereader, a autora Jamie McGuire fala sobre a redefinição do romance, relacionamentos, a sua volta à auto-publicação, o retorno às raízes indie, cowboys e o que vem por aí. Confira:

Jamie McGuire calçou o caminho para o gênero New Adult com o romance contemporâneo Belo Desastre, best-seller internacional. Em 2012, o volume seguinte, Desastre Iminente, estreou em 1º lugar nas listas de mais vendidos do New York Times, USA Today, IndieReader e Wall Street Journal.

1Jamie também escreveu a série Providence. Os títulos de 2013 incluem o thriller apocalíptico Red Hill, uma novella, e Belo Casamento (parte da série Belo Desastre). Os trabalhos de 2014 incluem Bela Distração, o primeiro da série Irmãos Maddox, também primeiro lugar da lista de best-sellers do New York Times.
A série de novellas Happenstance, recentemente auto-publicada, best-seller do USA Today, se passa na sua cidade natal, Blackwell, Ocklahoma. Jamie atualmente vive num rancho do lado de fora de Enid, Oklahoma com os três filhos e o marido Jeff, um verdadeiro cowboy. Eles dividem os 30 acres com seis cavalos, três cachorros e Rooster, o gato.
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Loren Kleinman (LK): Por que voltar à autopublicação? O que você pode fazer sendo uma autora independente, que não pode publicar tradicionalmente?
Jamie McGuire (JM): Eu tive uma ótima experiência com a Atria Books. Eu aprendi muito com eles e com a minha experiência lá. A Atria colocou meus livros nas prateleiras. Isso foi algo que eu não pude fazer como uma autora autopublicada. Entretanto eu perdi várias coisas que tinha na publicação independente, como controle do meu preço, como meus livros iriam ser comercializados, prazos mais curtos entre os lançamentos e ser capaz de fazer as coisas sem pedir resumos dos meus romances. Eu trabalhei mais comercializando meus lançamentos com uma editora do que quando fiz por conta própria, passando um bom tempo fazendo coisas que não faziam realmente sentido para mim. Meu último livro autopublicado, Bela Redenção, atingiu o 5º lugar de mais vendidos do New York Times a um preço de $ 5,99. Para mim, é uma validação de que o que estou fazendo, no meu próprio passo e tempo, está funcionando.
2As vendas de livros impressos estão caindo e eu não estava mais vendo meus livros nas prateleiras como via no começo. Foi legal para mim retornar às raízes de autora independente, e eu estava certa. Bela Redenção vai estar nas prateleiras no Canadá, e eu espero que seja só o começo.
LK: Você consegue definir a sua versão sobre o que é ser uma autora independente?
JM: Para mim, realmente se resume em total liberdade. Eu sou a capitã do meu próprio navio. Se um título dá certo ou não é por minha conta. Eu não tenho nenhuma decepção ou expectativa nos outros, somente nas minhas próprias falhas e vitórias – e vai haver os dois.
LK: Você publicou muitos livros sobre amor, especialmente relações com certas falhas. Como você acha que os personagens vêem o amor em Belo Desastre e em Red Hill?
JM: É realmente impossível comparar os dois. Belo Desastre é um romance contemporâneo focado numa relação durante a faculdade. Red Hill é um thriller apocalíptico sobre amor familiar e até onde alguém vai para salvar quem se ama. É difícil se preocupar sobre o amor da sua vida quando você está lutando para sobreviver, e isso é refletido em Red Hill.
3LK: É importante para você ter inspiração? Se sim, você pode nos contar sobre o processo da idéia para escrever até a revisão?
JM: Tantas coisas me inspiram. Uma palavra numa música, estar no banco de trás de um táxi, num avião, sentar no banco de um parque ou sonhos, tudo isso é inspiração para os meus livros. Porque as idéias vêm para mim mais rápido do que eu posso digitar, eu geralmente tenho uma idéia por vários anos antes de sentar para escrever o livro. Os personagens e a história ganham vida sozinhos enquanto eu digito. Enquanto eu vou conhecendo meus personagens, suas decisões mudam completamente o tom a história. Eu reviso mais do que costumava fazer antes, mas meu processo muda a cada romance. Para Bela Redenção, eu iria ler o último capítulo ou dois e revisar e depois continuar escrevendo. Belo Desastre foi o primeiro projeto editado de forma leve.
LK: Você tem outro livro para ser lançado em fevereiro, Happenstance 3. O que torna esse livro diferente dos anteriores?
JM: A série Happenstance é um Young Adult encantador sobre uma garota que não enfrenta os problemas como as minhas típicas heroínas. Erin vive dentro da sua própria mente a maior parte do tempo. Ela fala manso. Eu gostei de escrever sobre a sua força tranquila enquanto ela passa pelo ensino médio e o bullying que ela sofreu.
LK: Você descreve seu marido como um “verdadeiro cowboy”. Algum dos seus personagens é baseado nele? Você se considera uma cowgirl na comunidade de autores independentes?
JM: Eu não escrevi sobre nenhum cowboy… ainda. Eu definitivamente me vejo como uma pioneira. Eu com certeza gosto de superar expectativas e desisto de fazer o que todo mundo está fazendo, mesmo se eu já tiver começado.
4LK: Você estudou Radiologia. Você sempre esteve escrevendo? Isso foi sempre um sonho para você ou apenas aconteceu?
JM: Eu escrevi meu primeiro livro enquanto estava estudando Radiografia e tive bastante dificuldade com isso em vários aspectos. Dos meus instrutores ao meu marido naquela época, todo mundo me disse para parar de perder meu tempo com “aquele livro” e focar na minha carreira em Radiografia. Estou feliz de não ter escutado.
LK: Como você está redefinindo o romance no gênero New Adult? Fale sobre a voz de Jamie McGuire.
JM: Belo Desastre é um dos primeiros sucessos do gênero New Adult. Junto com livros como Flat Out Love de Jessica Park, Losing It de Cora Carmack, Easy de Tamara Webber, Fallen Too Far de Abbi Glines e Hopeless de Colleen Hoover, ele iniciou o padrão. Eu não tenho muito tempo, então gosto que os livros que leio prendam a minha atenção. Eu escrevo meus livros de um jeito que os faça quase impossível de largar. Quando meus leitores dizem que leram meu livro em um único dia, é o melhor elogio que podem me fazer. Eu quero que meus leitores roam as unhas, chorem e queiram jogar o Kindle do outro lado da sala. Eu quero que eles sintam tudo o que os personagens sentem. Se isso acontecer, aí eu terei feito meu trabalho.
5LK: Quem é Erin Easter e por que ela é uma personagem tão adorável?
JM: Erin Easter é a primeira das três Erin na série Happenstance. Também acontece de elas compartilharem a mesma data de aniversário. Ao contrário das outras duas, Erin foi criada na pobreza e sofreu bullying durante a maior parte da sua infância. Eu acho que qualquer um que alguma vez teve medo na escola ou já se sentiu sem valor, pode se identificar e acho que a história acontece do jeito que a maioria dos adolescentes no lugar dela gostaria que acontecesse.
LK: Você pode nos dizer sobre o que é Sins of the Innocent? O que os leitores podem esperar para esse lançamento de 2016?
JM: Nesse momento é uma novella planejada para Bex e Eden, dois personagens da trilogia Providence. Mas as minhas novellas parecem ficar cada vez mais longas atualmente, então, quem sabe!
LK: Você está trabalhando com Teresa Mummert para o lançamento de Sweet Nothing. Você pode falar sobre a colaboração? Como funciona o processo de co-escrever e quem teve a ideia da colaboração?
JM: Eu não fico tão animada para escrever um livro desde o meu romance de estréia. A história é original e com certeza vai surpreender os leitores. Teresa e eu somos amigas há alguns anos. Eu tenho pensado em co-escrever há um bom tempo e eu admiro o talento da Teresa. Aconteceu de eu mencionar que minhas fraquezas como escritora poderiam se encaixar com os pontos fortes dela e vice-versa daquela conversa surgiu Sweet Nothing. Nenhuma de nós tem certeza de como vai funcionar. São dois pontos de vista então, pode ser ingênuo, mas eu acho que vai ser bastante fácil. Depois eu te conto!
6LK: Qual a parte mais recompensadora de ser uma autora independente? O que é mais desafiador?
JM: Definitivamente ver meus títulos independentes atingindo as listas do New York Times e USA Today é recompensador. Há tantos desafios, como achar o freelancer certo para editar, formatar e criar as capas, a competição é assustadora, e solucionar os inúmeros problemas que surgem. Mas ter um bom time alivia muito do estresse.
LK: O que você mais ama sobre escrever?
JM: Eu nunca pensei que fosse ser uma escritora, mas agora que sou, não me imagino fazendo outra coisa. Ser uma autora me libertou de tantas maneiras. Eu faço meu horário, eu crio mundos inteiros e vidas e faço uma pausa quando é a hora de levar meu filhos para a aula de vôlei ou de dança. Eu viajei o mundo e conheci tantas pessoas incríveis. Escrever mudou tudo não só para mim, mas para a minha família. É fácil para mim e é o que eu faço de melhor. Quando as pessoas dizem que nasceram para alguma coisa, isso é o que escrever é para mim.
LK: Por que os relacionamentos são tão difíceis? O que você aprendeu com os que foram bons e com os que não foram para você?
JM: As relações crescem e mudam assim como as pessoas. Fazer o amor durar se resume em perdão, porque não há casais perfeitos.
Tradução: Karina Matos
Postado por Bianca Maddox Entrevista de Jamie McGuire para a Smashwords

A escritora Jamie McGuire se juntou ao Smashwords em 31 de julho de 2011. Nesse mesmo dia fatídico, ela se tornou uma autora publicada quando fez a publicação de três romances na Smashwords.

Os dois primeiros foram Providence e Requiem, livros um e dois de sua trilogia Providence, que é uma série de romance paranormal.

Ela também enviou um romance contemporâneo intitulado Belo Desastre. Talvez você já tenha ouvido falar dele. Belo Desastre se tornou um best-seller mundial e hoje é considerado como um dos livros mais influentes do gênero de new adult.

Belo Desastre foi adquirido posteriormente pela Atria, uma divisão da Simon & Schuster, que o publicou junto com um titulo de continuação, Desastre Iminente. Ambos os romances desembarcaram na lista de best-sellers do New York Times. Durante todo esse tempo, sua série Providence permaneceu auto publicada na Smashwords.

O contrato de Jamie com a Atria terminou em julho de 2014. Depois disso, ela decidiu voltar às suas raízes como uma indie. Ela agora tem onze livros na Smashwords, que são distribuídos no iBooks, Barnes & Noble, Kobo, Scribd, Oyster, OverDrive e Baker & Taylor.

No mês passado, dia 27 de janeiro, ela lançou e distribuiu Bela Redenção via Smashwords, e saltou para o topo do The New York Times e do USA Today nas listas dos mais vendidos.

Eu pensei que seria divertido conversar com Jamie para descobrir por que ela voltou para a auto publicação.

beautifulredemptionJamieMcGuireSmashwordsInterviewMark Coker (MC): Bem-vinda, Jamie. Primeiro, por que você não nos diz o que a levou a Smashwords e a auto publicação como em 2011? Aqueles foram os primeiros dias de uma revolução no e-book independente! Você já tinha tentado começar um negócio tradicional antes de publicar na Smashwords?

Jamie McGuire (JM): Oi, Mark! Eu estava me afogando em uma carta do inferno e recebi minha primeira rodada de cartas de rejeição para Providence. Eu não tentei um acordo editorial, porque eu não conseguiria passar pelos porteiros reais naquela época — os agentes. Eu sou impaciente, e à espera de alguém que me dissesse que eu estava pronta para publicar, apenas não me faz se sentir bem comigo mesma. O autor J.R Rain me apresentou aos e-books e a auto-publicação e me disse onde encontrar mais informações. Pesquisa na Internet me levou a Smashwords. No momento em que eu aprendi sobre a auto-publicação, eu sabia que era o caminho certo para mim.

MC: Me conte sobre a sua reação inicial quando as vendas de Belo Desastre começaram a decolar em 2011. Eu imagino que foi uma mudança de vida surpreendente.

JMC_BeautifulDisaster_CoverJM: Belo Desastre vendeu menos de uma centena de livros no primeiro mês em que ele esteve disponível. Eu era uma mãe solteira, e disse aos meus filhos que eles teriam que usar as mesmas mochilas do ano anterior, porque eu mal tinha dinheiro para comprar o material escolar. No segundo mês, vendeu mais de 30.000 cópias. Não era apenas uma surpreendente mudança de vida. Era dinheiro transformando vidas. Eu perdi o sono com o quanto eu poderia colocar na poupança da faculdade e quais contas pagar, porque eu pensei que isso nunca iria acontecer novamente, mas minhas vendas só continuaram a crescer. Quase um ano depois, a autora Jessica Park ligou para me parabenizar por fazer parte da lista de best-sellers do New York Times. Eu nem sequer era conhecida para estar nos rankings, não achava que fosse possível para um autor auto-publicação estar em uma lista dos mais vendidos.

MC: Como muitos indies de sucesso, você se tornou uma autora híbrida quando a Atria adquiriu os direitos de Belo Desastre e de sua sequência, Desastre Iminente. Quais os fatores que você considerou quando pesou as opções?

JM: Não foi uma decisão fácil, mas eu estava em uma boa posição para negociar. Belo Desastre havia saído há mais de um ano naquele ponto. Ele já tinha feito o The New York Times, e eu sabia do seu potencial de lucro. Lembro que pensei no que a Atria poderia fazer por mim que eu não pudesse fazer por mim mesma — na época, estava colocando livros nas prateleiras — e qual o valor eu colocaria ao entregar o meu manuscrito mais bem sucedido a uma editora para sempre.

MC: A partir das nossas conversas anteriores, lembro-me que sua experiência com a publicação tradicional foi em geral positiva. Para outra autora de sucesso da Smashwords, considerando as potenciais vantagens e desvantagens de vender os seus direitos a uma grande editora de Nova York, você pode comentar sobre sua experiência com a Atria?

JM: A indústria está tão diferente [hoje] do que era há apenas dois anos. Eu tive sorte, pois sabia exatamente o rendimento que Belo Desastre era capaz de produzir, por isso foi mais fácil negociar um adiantamento. Os autores estão sendo pegos por editoras logo no início, então eles não tem esse luxo. Eu já fiz tanto, e eu não tenho arrependimentos.

Eu me senti como uma parceira da Atria. Eu aprendi muito mais sobre a edição e a comercialização de trabalho, o cumprimento de prazos, e como se comprometer. Ganhei um público mais amplo dos quais viram os meus títulos nas prateleiras em lojas. Eu ainda trabalhei muito duro para comercializar meus livros e ajudar os vários departamentos (Estados Unidos, Canadá e Reino Unido na impressão e ao mesmo tempo no áudio, empurrando as diversas promoções de varejo) do mercado dos meus livros. Ao invés de trabalhar para mim, eu tinha uma companhia inteira atrás de mim, mas eles também estavam acreditando em mim, e isso é um motivador incrível. Meus momentos preferidos com a Atria sempre serão os passeios indies junto com eles. O departamento de marketing e publicidade da Atria colocam tanto esforço em fazer as grandes contratações — às vezes duas vezes por dia — funciona sem problemas, e eles conseguem.

Se um autor tem a chance de assinar com uma editora por um preço justo, é uma grande oportunidade de aprendizado. Para alguns, é também a validação. De que outra forma você pode saber qual o caminho que você prefere? É correto admitir que embora os autores de sucesso sejam auto publicados eles são felizmente considerados como autônomos. Autores que enfrentam a questão de saber se assinam ou não assinam com uma editora devem ter um momento para avaliar onde no espectro da personalidade eles se encaixam e ficam confortáveis com a entrega das rédeas. Se você se inscrever para ser um parceiro e se mostrar ou se comportar como o patrão, não será uma experiência positiva para ambos os lados.

MC: Parabéns por estar no New York Times e no USA Today nas listas dos mais vendidos, com o seu lançamento, Beautiful Redemption do mês passado! Dado o seu histórico como uma best-seller internacional, imagino que as editoras caíram umas sobre as outras para adquirir isso. No entanto, você decidiu auto publicá-lo. Por quê?

JM: Muito obrigada! Foi muito importante para mim ver este título em particular ter se saido bem. Estar na lista dos mais vendidos do USA Today com Happenstance, meu primeiro trabalho auto publicado após assinar com uma editora, e depois novamente com Bela Redenção foi uma validação incrível.

2Tal como acontece com todas as grandes decisões, não havia uma razão única. O fator decisivo foi o fato de perceber que eu tinha assinado para livros estrangeiros de cinco a sete anos, em média, os meus negócios internos eram indeterminados. Isso fazia sentido antes dos e-books, mas pela sobrecarga dos livros digitais serem insignificante, os editores poderiam disponibilizá-los indefinidamente. Antes, os autores eram capazes de ver os direitos e voltar a encontrar novas formas de reviver seus backlists, mas agora, a assinatura é permanente. Daqui para frente, eu sabia que poderia ganhar mais dinheiro segurando meus direitos digitais, porque e-books são para sempre. Escrever é uma forma de arte. Publicações são um negócio. Autores de sucesso devem ser bons em ambos.

Outro ponto que levei em consideração foi o fato de ver uma mudança nas vendas de impressão em toda a linha. Paperbacks não estavam se movendo como estavam antes, e eu não estava vendo meus livros nas prateleiras, mesmo durante uma semana de lançamento. Minha razão original para assinar com uma editora não fazia mais tanto sentido, mas a Atria Books era uma família. Foi uma das decisões mais difíceis que tomei até agora.

[MC]: Mesmo que você tenha tido uma experiência positiva trabalhando com uma editora tradicional, você decidiu reorientar a sua estratégia de publicação daqui para frente, retornando para a auto publicação. O que a atraiu de volta à auto publicação?

[JM]: Voltando ao painel da Smashwords e mudando a descrição, capa e os preços da minha série Providence, pude me lembrar do quanto eu amava ter esse tipo de controle. Eu tinha esquecido como era liberar um trecho ou um teaser sem precisar de permissão ou de ter a liberdade de escolher e substituir o meu próprio preço com base no que era justo para os meus leitores, e não para as livrarias.

Apesar de nada a respeito da auto-publicação ser fácil ou simples, eu sou a capitã da minha própria nave. Se um título for sobre de tanques ou velas é por minha conta. Eu sou a única administradora dos meus fracassos e vitórias – e haverá ambos. Nem todo escritor está confortável com essa responsabilidade. Nem todo escritor a prefere. Escrever e depois embalar meu próprio manuscrito é menos estressante para mim, e eu encontrei a minha criatividade prospera nesse ambiente.

[MC]: Que conselho você daria para autores publicados tradicionalmente que estão considerando molhar os pés nas águas do indie? Você pode armá-los com algumas expectativas realistas? É a auto-publicação mais fácil ou mais difícil do que um autor tradicional poderia pensar?

[JM]: Eu converso frequentemente com autores que são publicados tradicionalmente sobre como vai a indie. A auto-publicação uma vez foi um palavrão, mas porque temos visto tanto o sucesso e a simplificação do processo, se tornando mais fácil do que nunca, ser independente é um rótulo positivo, e em muitos casos, é preferível. A auto publicação realmente se resume à independência, o que é excepcionalmente atraente para um autor que conhece as cordas e está pensando em tomar um novo rumo que a sua editora pode não estar tão animada.

A maioria dos autores tradicionais tem essa ideia de que a auto publicação é complicada quando é realmente muito simples, ainda mais para um autor estabelecido. Ela pode ser tão fácil quanto pedir para um colega recomendações de freelancers para edição, formatação e design da capa e a criação de uma conta com as principais plataformas. Com uma descrição, escolha de gênero, biografia do autor, você pode clicar em publicar, e seu romance está vivo. A escrita é a parte difícil — okay, isso é uma mentira. Nós todos sabemos que a edição é o pior.

Eu acho que o conceito mais difícil de auto-publicação é que ela pode se sentir permanente. Uma vez que os autores tradicionais lançam um livro auto publicado, eles podem sentir que já não são bem-vindos no mundo do Big Five. A beleza de ser um autor híbrido é que, embora nem todos os livros sejam adequados para uma editora, há um público potencial para tudo que você escreveu.

[MC]: Você tem uma programação de publicação ambiciosa planejada com cinco novidades independentes para 2015, cinco em 2016 e quatro em 2017. Você pode falar sobre o seu processo, disciplina e a gestão do tempo para produzir neste nível enquanto ainda equilibra uma movimentada vida familiar?

[JM]: Depois que eu coloco meus filhos na cama, eu escrevo até que é hora de acordá-los para a escola. Eu brinco com o bebê por algumas horas, e então eu durmo até que os meus filhos mais velhos venham da escola para casa. Falamos sobre o seu dia, e meu marido e eu recuperamos o atraso em itens diários. Nós jantamos e vamos tomar banho, e então começa tudo de novo. Minha família é paciente e me da muito apoio. Eles sabem que estamos colhendo os frutos do meu emprego dos sonhos, e se isso significa que a mãe está de pijama quando um amigo aparece depois da escola, é um pequeno sacrifício a se fazer.

[MC]: Embora você tenha a liberdade de fazer o envio de seus livros direto para várias lojas, você distribui em quase toda parte, com exceção da Amazon, através da Smashwords. Como você vê que a Smashwords se encaixa em sua estratégia de publicação?

[JM]: Há muitos lojistas digitais e, embora simplificando, fazer o envio para cada um é um processo. A Smashwords me poupa um tempo valioso, porque gerencia várias plataformas com uma entrada única em metas e datas em um único carregamento. Eu vejo como cada formato é convertido, em seguida, ele é feito. Agora, existe a opção de pré-venda também. Manter o controle de vendas a partir do painel centralizado também é uma grande economia de tempo.

O fator mais importante para mim voltando para a Smashwords ao contrário de outros sites de distribuição é o investimento pessoal que o staff Smashwords tem me mostrou ao longo da minha carreira de escritora. Como uma autora de estreia e agora como uma autora híbrida, a Smashwords tem sido consistentemente respeitosa e ansiosa para ver o meu sucesso crescer.

[MC] Obrigado, Jamie!

Fonte

Postado por Laís Entrevista de Jamie McGuire para o Goodreads.

Goodreads publicou uma entrevista com Jamie McGuire, onde ela responde algumas perguntas de fãs a respeito de seus livros. Confira a entrevista traduzida abaixo:

Ah, os irmãos Maddox! Irritantes e gostosos – garotos maus com bons corações. Nós os conhecemos no primeiro grande sucesso de Jamie McGuire, Belo Desastre. Na sua mais nova série, “Happenstance”, há o namorado fiel Weston Gates, que talvez seja o oposto de um irmão Maddox. É um alívio para a protagonista, Erin, cuja vida já é complicada o suficiente – depois de anos sendo atormentada por valentões, ela descobre que está essencialmente vivendo a vida de outra pessoa. Jamie mostra a mesma disposição em ser crua e honesta nessa entrevista como é em todos os seus livros. Leia abaixo seus pensamentos sobre escrever sobre defeitos de maneira realista, lidar com críticas e como ela decide as capas dos seus livros.
Erin Lovelady: Como você teve a idéia sobre as três Erin (na série Happenstance)? É uma ideia única… três garotas nascidas no mesmo dia… duas com o mesmo pai… e trocadas no nascimento.
Eu venho querendo usar “Erin” por um tempo e tinha anotado a palavra “Happenstance” (casualidade) para usar como um título porque gostei dela. Criar uma história na minha cidade natal e recontar algumas das minhas experiências com valentões também era algo que eu queria explorar. A história foi desenvolvida alguns meses depois, em torno do título.
Shen: Seus personagens têm defeitos de um jeito tão bonito e real. Como você sabe que os fez do jeito certo, perfeitos, sem exagerá-los?
No passado eu pensei que ver as pessoas de um jeito brutalmente honesto (incluindo a mim mesma) era uma maldição, mas isso funcionou muito bem para a minha escrita. Eu gosto de revelar fraquezas e me desafiar a fazer aquele personagem ser admirável apesar das suas falhas. Eu acho que essa é a verdade para a maioria das pessoas. Nossos defeitos são formados por mágoas do passado, que geram raiva, ciúmes e baixa autoestima. As pessoas não são perfeitas, apenas conscientes de si mesmas. Não é da nossa natureza estar cem por cento livre de sentimentos negativos. Aprender como reagir quando os sentimentos negativos surgem – não estar livre deles – é o verdadeiro indicador de saúde emocional. Eu amo incorporar tudo isso ao desenvolvimento dos personagens.
Kira-may: Se os irmãos Maddox tivessem uma irmã, como você acha que ela iria agir, qual seria o nome dela e como os irmãos iriam agir com relação a ela?
Oh, Senhor. Ela realmente seria uma coisa assustadora de se ver. Eu sinto que uma mulher Maddox seria teimosa, forte, impaciente e autoritária. Ela seria como todos os garotos em um corpo só, mais estrogênio, o que todos sabemos que é letal.
Erin: Você tem seu próprio “Red Hill”? Você sabe, como um plano de evacuação, em caso de emergência.
Meu próprio “Red Hill” é o rancho que aparece no livro. É um lugar real onde eu desenvolvi a história. Eu escrevi os últimos quatro capítulos no rancho, rodeada pelo cenário real, totalmente sozinha por três dias e três noites e isso foi uma das experiências mais assustadoras da minha vida.
Missy: Eu iria amar saber quais são os seus 5 livros favoritos!!! Leigh também perguntou: Quais livros mais influenciaram você ou seu estilo de escrever? Quais livros você recomendaria para as suas melhores amigas?
Isso é tão difícil! Crepúsculo e Orgulho e Preconceito vão sempre estar em primeiro lugar. Meus favoritos recentes são Maze Runner, de James Dashner, The 100, de Kass Morgan, Left Drowning, de Jessica Park e Archer’s Voice, de Mia Sheridan. Eu recomendaria todos eles para as minhas melhores amigas.
Vicky: Eu iria amar saber o que você faz enquanto está escrevendo. Como você se prepara para escrever? Que tipo de música você ouve enquanto está escrevendo? O que você gosta de comer ou beber enquanto escreve?
Eu geralmente tenho uma ideia básica por muitos anos antes de escrever um livro. Ao longo disso, uma cena ou idéia vem a mim e eu escrevo e mantenho guardado. Eu escrevo à noite, de aproximadamente dez ou onze horas até que seja a hora de acordar as crianças para a escola. Depois que elas saem, eu brinco com o bebê por uma ou duas horas, durmo até as crianças voltarem da escola e começo tudo de novo. Eu costumava ouvir música enquanto escrevia, mas no ano passado descobri que escrevo mais rápido sem ela, então eu escuto apenas antes de começar para entrar no clima e durante as pausas. Meu sustento enquanto escrevo frequentemente inclui Chester’s Hot Fries, carne seca, Red Bull sem açúcar e água.
Nicole: Como você decide ou escolhe as capas dos livros?
Algo visual a partir da história é geralmente um ponto por onde começar, mas eu realmente confio na designer de capas Sarah Hansen, da Okay Creations, para fazer o trabalho pesado no departamento de criação. Eu gosto de um único objeto, algo simples, mas impressionante. Eu não sou fã de capas visualmente lotadas, onde não há espaço, ou com pessoas ou rostos. Eu gosto que os meus leitores possam decidir como os personagens são fisicamente, além dos atributos básicos que eu descrevo. Às vezes Sarah acerta na primeira tentativa, às vezes precisamos de um empurrão e às vezes voltamos atrás e vamos em outra direção. É sempre um processo e todo autor é diferente, mas para mim é necessário o “fator uau”. Se eu não disser uau, não digo sim.
Brittany: Você faz alguma preparação para te ajudar na transição entre o ponto de vista da heroína e do herói? É mais fácil escrever um ou outro, ou para você é a mesma coisa?
Eu só escrevi do ponto de vista masculino duas vezes, mas amei as duas. A linha do tempo em Desastre Iminente não foi divertida, mas a brincadeira entre os homens e seus pensamentos durante o processo foi tão interessante e libertadora para mim. Baseada nas típicas reações da Abby mudando de opinião aos 19 anos e a trindade interna do Travis, eu percebi que os leitores tendem a ser mais indulgentes com os personagens masculinos. Eu sinto que há menos limites escrevendo motivações e pensamentos masculinos. Se eu me senti como se tivesse ido longe demais com Travis, sabia que era certo. Nathan era mais objetivo e centrado, quase maternal. As duas personalidades foram fáceis para mim.
Sara: Como leitora, uma das coisas mais difíceis é ler sobre um romance ou uma relação que está começando em que um dos personagens trai ou exibe alguma conquista na frente do outro por quem está realmente interessado. Isso me deixa com dor de estômago e estraga meu dia. Como escrever sobre algo assim em um dos seus livros afeta você como autora mais amplamente, o quão conectada (ou desconectada) você se sente a essas experiências pelas quais os personagens passam?
Eu não gosto de escrever sobre um personagem principal traidor. Eu sinto que isso ultrapassa uma linha que faz com que o personagem deixe de ser admirável. Tal como para o seu par, é difícil para o leitor confiar no personagem depois disso. É apenas algo que eu não faço. Dito isso, eu sou extremamente conectada, não só com o personagem principal, mas com todos os personagens. Eu não posso realmente esperar que o leitor se importe com eles se eu não me importo, e isso acontece melhor se eu estiver envolvida emocionalmente.
Tia: Eu amo a sua escrita/livros e sinto que as suas histórias podem se relacionar a uma ampla gama de idades e gêneros. Quando você põe seu coração e sua alma naquilo, querendo que as pessoas vejam sua visão do jeito que você criou, você se sente vulnerável ou exposta? Você sente que deu muito de você mesma e tem medo de ter se aberto a críticas que machucam? Eu li alguns comentários na internet e sinto que, hoje com o anonimato, as pessoas esquecem que as palavras que elas digitam podem realmente machucar a quem estão criticando.
O campo que escolhemos é, por natureza, aberto a críticas. Eu aprendi do jeito difícil, no início da minha carreira, a não responder resenhas, mesmo as positivas. Eu acabei concordando que, apesar dos leitores querendo se envolver com os autores em um lugar para compartilhar o seu amor por livros, resenhas e sites de resenhas não são para os autores. Na saturação atual do mercado, os leitores devem estar aptos a oferecer resenhas honestas para ajudar um colega leitor a decidir como gastar o seu dinheiro. Dito isso, eu discordo da opinião de que os autores não devem se importar ou reagir se algum ácido é vomitado em direção a eles. Uma porcentagem pequena de resenhas atuais tem a intenção de ser abusivas com relação ao autor porque, por alguma razão, o leitor pode se sentir ofendido pelo livro ou mesmo pelo autor. Alguns círculos consideram que os autores – não importa o quão pessoal e viciosa seja a resenha – não tem permissão de responder. Eu fiquei bem melhor nisso simplesmente não ouvindo. Resenhas negativas acontecem, e os autores delas podem expressar suas opiniões, mas sou eu quem escolhe ler ou não. Ver que a classificação foi de uma ou duas estrelas já é um bom indicador de que eu não deveria ler a resenha. É uma lição difícil que levei muito tempo para aprender, mas eu controlo o que eu vejo no meu monitor e a quem eu dou voz.
Nicole: Se você um dia fizesse uma tatuagem, o que seria e por quê?
Os nomes dos meus filhos, porque eu meio que os amo.
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