Arquivo da categoria 'Jamie McGuire'



Postado por Steph Capa + Sinopse: ALL THE LITTLE LIGHTS

O Xpresso Book Tours divulgou a capa e a sinopse de ‘All the Little Lights’. Esse será um livro completamente novo da Autora Jamie Mcguire inclusive seu gênero, um Dark Young Adult,  que tem seu lançamento previsto no EUA para o dia 29 de Maio.

Sinopse:

Da autora best seller do The New York Times, Jamie McGuire, vem uma história fascinante sobre o primeiro amor que começa na juventude mas vai muito além disso.

A primeira vez que Elliott Youngblood vê Catherine Calhoun, ele é apenas um menino com uma câmera, que nunca tinha visto algo tão triste e tão bonito ao mesmo tempo. Tanto Elliott quanto Catherine sentem-se isolados, mas encontram uma amizade fácil um com o outro. Mas quando Catherine mais precisa dele, Elliott é forçado a sair da cidade.

Elliott finalmente volta, mas ele e Catherine são pessoas completamente diferentes agora. Ele é uma estrela do esporte no ensino médio e ela passa todo seu tempo livre trabalhando no misterioso bed-and-breakfast de sua mãe. Catherine não perdoou Elliott por abandoná-la, mas ele está determinado a recuperar sua amizade… e seu coração.

Quando Catherine está pronta para confiar plenamente em Elliott, ele se torna o principal suspeito de uma tragédia na cidade. Apesar das crescentes suspeitas, Catherine se apega ao amor por Elliott. Mas um segredo devastador que Catherine enterrou poderia destruir qualquer chance de felicidade que eles poderiam ter.

Você pode comprar o livro em inglês na pré-venda no link abaixo:

Amazon 

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Postado por Bianca Maddox Resenha – Belo Funeral

O tão aguardado — e temido — lançamento de Belo Funeral é no dia 08/05!

Sinopse: Onze anos depois de fugir para se casar com Abby em Las Vegas, o agente especial Travis Maddox faz a justiça chegar até o chefão da máfia Benny Carlisi. Agora o clã mais antigo do crime organizado da cidade está determinado a se vingar, e todos os membros da família Maddox se tornam alvos em potencial.

O segredo que Thomas e Travis guardaram por uma década será finalmente revelado, e pela primeira vez os Maddox vão se desentender. Embora todos eles já tenham experimentado a perda em algum ponto da vida, a família cresceu, e os riscos agora são maiores do que nunca.

Com os irmãos brigando entre si e as esposas se vendo obrigadas a tomar partido, cada membro da família terá de fazer uma escolha: deixar o medo separá-los ou torná-los mais fortes.

RESENHA:

A investigação dos Maddox sobre Benny Carlisi e o crime organizado foi descoberta, e agora eles lutam não só para colocar os membros da máfia atrás das grades, mas também para proteger sua família.

Belo Funeral reúne todos os membros da família Maddox e é narrado por cada casal da série. Assim, além de podermos matar a saudades de cada personagem, podemos conhecer o seu lado na história.

Nesse livro, a família Maddox está diferente, nem tudo é amor. Nele mostra o que acontece em qualquer família: brigas, decepções, mentiras… Por isso algumas pessoas reclamam da desunião dos irmãos. Dizem que a família foi “destruída”. Mas era de se esperar depois de cada um possuir tantos segredos, certo?

 

Nossos queridos irmãos não são mais os mesmos dos livros anteriores. Estão mais velhos, mais maduros, cada um construiu sua própria família com esposa e filhos. Assim é com nossas protagonistas, que tomam partido de seus maridos em meio a discussões e tentam ferozmente proteger seus filhos do perigo iminente.

E mesmo em meio a tantas mágoas e brigas, a família tenta se manter unida e proteger uns aos outros.

Na minha opinião, a decepção e raiva de alguns fãs para com o livro, veio de um acontecimento que pegou todos de surpresa. A maioria já tinha uma teoria do que iria acontecer, aí vem a BOMBA! E mesmo eu achando esse tal acontecimento desnecessário e muito triste, sei que sem ele o livro não teria o mesmo nível emocional.

Somente o último capítulo é narrado pelo Jim, e nele mostra Diane na e pós gravidez de cada irmão, assim podemos conhecer um pouco sobre a história deles. E mesmo após tantas tragédias, Jamie escreveu um final PERFEITO. Nessa parte, realmente, não tem como colocar defeito! Você lê esse capítulo com um sorriso trêmulo no rosto e olhos cheios de lágrimas.

Belo Funeral é um divisor de águas entre os fãs: há quem gostou e há quem não gostou. Mas fato é que, no final, TODOS ficaram emocionados!

Aconselho você a não tirar conclusões sobre livro com base na opinião dos outros. LEIA O LIVRO e forme sua própria opinião. Belo Funeral surpreende e choca todos os fãs. Mas depende da sua visão dos acontecimentos se você irá gostar ou não.

Postado por Steph Resenha – Bela Chama

O quarto livro da série “Irmãos Maddox”, conta a louca, porém apaixonante, história de amor de Tyler e Ellie.

Sinopse: Ellison Edson chegou ao fundo do poço. Na casa de férias de sua família no Colorado, o comportamento de Ellie finalmente chama a atenção de seus pais, mas não da maneira que ela esperava. Por causa disso, ela é afastada da fortuna da família e obrigada a se virar sozinha. Mas o redemoinho em que Ellie se encontra fica fora de controle, e ela comete um erro grave, que não vai ser capaz de reparar. Assim como Taylor, seu irmão gêmeo, Tyler Maddox é membro da Equipe Alpina de Bombeiros de Elite, combatendo incêndios florestais na linha de frente. Tão arrogante quanto charmoso, o estilo de vida nômade de Tyler torna mais fácil restringir seus relacionamentos a uma única noite. Quando ele conhece Ellie em uma festa durante a baixa temporada de incêndios, a personalidade forte e a atitude indiferente da garota o deixam fascinado. Mas, conforme seus sentimentos começam a se tornar intensos, Tyler se dá conta de que os demônios interiores da mulher que ele ama podem ser o inimigo mais poderoso que qualquer Maddox já enfrentou. Em Bela chama, você vai acompanhar a história quente e chocante de Tyler, o gêmeo Maddox que faltava na sua coleção dos irmãos mais irresistíveis da literatura new adult. E vai entender por que um Maddox é capaz de tirar a mulher amada do fundo do poço e levá-la às alturas.

Resenha: 

 Apresentamos a vocês o último Maddox. Aquele que estava faltando na sua vida!

bela.chamaAssim como nos livros anteriores a história é contada pela visão da mocinha. Mas não se engane Ellie é o oposto das anteriores. Na verdade, acho ela mais parecida com os nossos bad boys. Ela é rica e inconsequente, sempre querendo chamar atenção dos pais. Só que um dia ela finalmente consegue, só que não da forma que ela queria.

Apesar dessa descrição clichê, a Jamie consegue mostrar isso de uma forma completamente diferente, deixando a história com um toque único, mostrando como os vícios e erros que ela comete estão a levando ao fundo do poço, fazendo com que ela corra o risco de perder as pessoas que realmente a amam.

Tyler e Ellie se conhecem em uma festa que ela está dando na casa de férias de seus pais no Colorado. Agora adivinha só como nosso Maddox surge nessa história: EM UMA BRIGA, claro! (hahah típica aparição Maddox) e esse encontro incluiu até uma aposta de nossa mocinha. No fim disso os dois acabam na cama, mas Ellie não é do tipo “amorzinho” e logo dá um fora no nosso bad boy. No entanto, como um bom Maddox que ele é, claro que depois dessa ele não vai desistir tão fácil assim.

fotorcreatedEssa festa não marca apenas o primeiro encontro do nosso casal, mas também o começo da reviravolta que a vida de Ellie Edson vai sofrer. Como resultado disso, além das muitas coisas quebradas na casa, ela consegue ganhar a tão esperada atenção dos seus pais. Entretanto, ela é avisada de que, a partir daquele momento, ela estava por conta própria, tendo que arrumar um emprego e sair da casa deles. Agora ela só poderia ter os mimos de volta quando tomasse juízo, se tornasse mais responsável e mudasse suas atitudes, antes que fosse tarde demais (pense que isso ocorre em uma cidade turística e nada é barato).

É claro, a primeira coisa que ela faz é ficar revoltada e acaba cometendo um erro que pode ser irreparável (hahah ficaram curiosos né). Mas, depois disso, ela vai corre atrás do prejuízo e consegue um emprego em uma pequena revista local como secretária. Mas logo identificam nela um talento para fotografia, e ela é escalada para fazer um documentário para a revista sobre o cotidiano da Equipe Alpina de Bombeiros de Elite do Colorado. E como vocês sabem, Tyler faz parte dessa equipe lindaaaaa. Ela vai passar dias com a equipe, indo a incêndios junto com eles e documentando tudo o que eles fazem e obvio que ela e Tyler ficam cada vez mais próximos. Depois disso já dá para adivinhar o que vem por aí, né?

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Exemplar disponibilizado pela Verus Editora para resenha no site.

Querem saber mais? Então vão ter de ler o livro, porque isso é só um gostinho e não quero dar spoilers. Mas saibam de mais uma coisinha:
Tyler nunca desiste e luta pela mulher que ama, ferozmente, assim como todos os Maddoxes e no fim a ajuda a se salvar e encontrar seu tão surpreendente final feliz.

Saiba onde comprar Bela Chama e os demais livros de Jamie McGuire publicados no Brasil pela Verus Editora, aqui.

Resenha: Nicole Steph

Postado por Bianca Maddox Entrevista: Jamie McGuire para Windsor Store

Windsor ama empoderar as mulheres e celebrar as suas realizações, e por causa disso, nós queremos iniciar uma série para apresentar o perfil e celebrar mulheres maravilhosas que estão criando seu próprio caminho para fazer o que amam. A primeira é Jamie McGuire!

Jamie chegou à cena dos livros alguns anos atrás. Se tornar uma autora de sucesso é uma grande conquista por si só, mas se tornar uma autora autopublicada de sucesso era algo desconhecido há alguns anos.

Nós decidimos fazer algumas perguntas para Jamie e ela graciosamente aceitou. Aqui vamos nós!

O que te inspirou a se tornar uma autora?

Eu sempre escrevi. Quando criança, eu tinha um diário; na escola primária eu fiz comics românticas (o que quer que seja isso); e no ensino médio eu escrevi peças. Quando adulta, eu comecei a blogar. Escrever sempre foi uma saída para mim, e eu sempre amei escrever histórias, mas por algum motivo, escrever um romance nunca me ocorreu. Minha melhor amiga me encorajou a escrever um em 2009.

Como você se mantém motivada enquanto escreve?

Bom, é um trabalho, então como em qualquer outro trabalho, eu sei que preciso pagar as contas. Quando eu não escrevia em tempo integral, eu fazia porque era algo que eu gostava e escrevia no meu tempo livre. Agora eu escrevo de 6 a 8 horas por dia.

Qual conselho você daria para um autor aspirante?

Termine seu livro. Você não pode aperfeiçoar algo que não existe. Termine seu livro, e aperfeiçoe seu ofício, porque como todas as outras coisas, quanto mais você pratica, melhor você se torna. Meu segundo conselho favorito é nunca aceitar todas as mudanças durante o processo de edição. Preste atenção nas correções que seu editor faz, assim sua escrita vai melhorar e crescer.

Qual a sua história favorita entre as que escreveu?

Ate agora, Red Hill. Ela incorpora tudo que eu amo: família, amor, amizade, ação, escolhas difíceis, e sobrevivência.

Qual é a sua personagem feminina favorita e ela usaria Windsor (dica, rs)?

Minha personagem favorita é Scarlet de Red Hill porque ela é foda. E sim, ela certamente usaria Windsor.

Qual é o seu estilo?

Nesse momento, mountain casual. Eu visto muitas camisas de flanela, leggings, botas, e coletes porque eu moro em Steamboat Springs, CO e o gelo e a neve não combinam com saltos e vestidos.

Fonte | Tradução: Karina Matos

Postado por Bianca Maddox Claire C. Riley entrevista Jamie McGuire

A autora bestselling do USA Today, Claire C. Riley, entrevistou Jamie McGuire há algum tempo, mas a entrevista só foi postada recentemente no site. Confira ela traduzida abaixo:

Claire: Jamie, você costumava ser mais conhecida pela série new adult Belo Desastre e os livros derivados dela. Mas agora você é uma eclética escritora de diferentes gêneros, indo até o romance paranormal e o horror apocalíptico, o que é ótimo. Claro que todos os gêneros tem as suas próprias dificuldades, mas de todos os que você escreveu, em qual você encontrou mais dificuldade e por quê?

Jamie: Meu romance sci-fi Apolonia foi muito difícil, principalmente porque os personagens frequentavam uma universidade como o MIT, e eram muito mais inteligentes do que eu. Eu tive que pesquisar coisas como astrofísica, astrobiologia e eletromagnetismo. Os diálogos e descrições exigiram uma boa dose de pesquisa porque – a despeito da expectativa moderada para a suspensão da crença – os personagens tinham que ser críveis. Estudantes inteligentes o suficiente para frequentar uma universidade privada de pesquisa, focada em ciência e tecnologia, tinham que ser inteligentes de acordo com o meu desenvolvimento e configuração dos personagens. Para eles saberem quem eram, sobre o que estavam falando, eu tinha que saber primeiro – ou pelo menos reunir informação suficiente para parecer convincente!

Claire: Os irmãos Maddox obviamente devem ter um lugar especial no seu coração, mas qual outro personagem ficou mais preso em você?

Jamie: A Scarlet de Red Hill, porque ela é uma mãe solteira (como eu era quando desenvolvi a ideia) que lutou ferozmente para ver suas filhas de novo quando elas foram separadas durante o apocalipse zumbi; e a minha primeira família, os Ryels da trilogia Providence. Claire, a irmã de dezessete anos de Jared, é um anjo híbrido, e ela é um pouco atormentada com isso, e ela é foda.

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Claire: Red Hill foi seu primeiro empreendimento nos reinos do horror e do mundo zumbi (à propósito, bem-vinda à escuridão! Mua haha). O que te levou a decidir finalmente se aventurar num gênero sombrio como esse?

Jamie: Eu fui criada como Batista, então End Times foi parte da minha educação. Há! Eu também sou obcecada por filmes de terror e zumbis, a tenho sido desde que era criança. Um dos três trabalhos da minha mãe era gerenciar a locadora de filmes local, então eu cresci com os tios Michael Myers e Freddie Kruger, e meu cachorro, Cujo. Elle Ripley (também conhecida como Sigourney Weaver de Aliens) foi e sempre vai ser minha rainha. Red Hill foi a primeira tentativa no horror, e depois eu escrevi Among Monsters, a novella. Enquanto os leitores podem achar meu tipo de horror atípico, porque essas histórias são mais focadas nos personagens ao invés da construção do mundo e sangue coagulado, esse são de longe os meus livros preferidos entre os que publiquei, por causa da escrita e do enredo.

Claire: Foi uma grande mudança, não só para você mas também para os leitores. Como eles encararam as primeiras notícias sobre você escrevendo um romance apocalíptico?

Jamie: Eu escrevi a série Providence, um romance paranormal Young Adult, onde a ação aumentava a cada volume (também levando a um possível apocalipse), e a série Beautiful contém violência. Horror e thrillers apocalípticos são gêneros com os quais eu sempre me senti familiarizada, porque eles são tópicos que me entretém, então eu não sinto como se fosse um grande salto para mim. Entretanto, foi uma surpresa para os meus fãs, eu acho. Muitos deles estavam hesitantes porque eles não preferem ler horror. Eles leem livros de romance para sentir uma série de coisas, mas nunca medo (não do tipo em que você apaga as luzes e tranca as portas, em todo o caso). Eu tentei escrever Red Hill e Among Monsters de um jeito que fosse atrair meus leitores e, pelo feedback, eu sinto que consegui isso. Dois anos depois um fã vai me enviar uma mensagem e dizer “Eu finalmente achei coragem para ler Red Hill. Não acredito que esperei tanto tempo!”. Meus leitores são quem dá o salto, e eu agradeço toda vez que alguém faz isso.

Claire: Você tem planos de escrever outros livros desse gênero?

Jamie: Eu planejo escrever uma sequência para Red Hill. Talvez eu transforme em uma série.

Claire: Você é uma sobrevivencialista com um plano apocalíptico ou vai apenas lidar com isso na hora?

Jamie: Eu sou uma sobrevivencialista. Eu tenho uma bug out bag *(mochila com itens básicos de sobrevivência para poucos dias)*, armas, munição, e eu até construí minha casa anterior com zumbis em mente. Eu realmente possuo um facão. Nossa casa da piscina não tem janelas no primeiro andar e uma vigia no andar de cima. Nós tínhamos um estoque de provisões, mas eu não tenho sido mais tão obsessiva desde que nos mudamos para o Colorado. Eu não sei, eu acho que sinto que agora que estamos numa cidade montanhosa com uma população pequena, nós temos mais chance. As bug out bags ainda estão penduradas no meu closet, apesar disso.

Claire: Qual a sua canção tema para o apocalipse?

Jamie: Eye of the Tiger. Para tudo, sempre. Correr, longas viagens na estrada, sexo, esfaquear zumbis com chaves de fenda… pode apostar.

Claire: Atualmente você está trabalhando no próximo livro da série Maddox Brothers, mas o que seus leitores podem esperar depois disso?

Jamie: Eu não sei. Há! É tão estranho dizer isso. Depois do lançamento de Beautiful Burn em janeiro, vai ser a primeira vez em seis anos que eu não tenho um próximo lançamento programado (ou cinco). Eu decidi pegar leve e trabalhar algumas horas por dia em um projeto young adult chamado All the Little Lights, que eu estou considerando publicar por uma editora; e em outra série adulta (leia: não erótica) chamada Other Lives; e depois possivelmente algumas sequências para Red Hill e os livros dos Maddox. No futuro próximo, eu vou começar a escrever a vida diária de Travis e Abby no Wattpad. Isso é pegar leve? Não sei. Vamos ver.

Claire: Eu sei que você declarou recentemente que estava esperando poder deixar seu trabalho um pouco de lado na esperança de priorizar a sua família e ter menos estresse, mas como escritores nós temos tendência à nunca realmente nos deligar dos nossos mundos. Então, realisticamente, como você acha que isso funciona?

Jamie: Bom, três dias depois de eu postar isso, eu estava assistindo Making a Murderer com meu marido e, com meu coração em pânico, virei para ele e disse “Eu deveria estar escrevendo”. Eu não tenho certeza se quando nós escritores conseguimos diminuir o ritmo depois de começarmos a fazer vários lançamentos por ano, mas deveríamos. Ou, pelo menos, eu devo. Eu ainda tenho crianças pequenas em casa que mudam todos os dias, e eu não quero perder isso.

Claire: O mundo indie tem sido transformado ao longo dos anos. Você acha que ele está ficando mais forte ou que está começando a declinar? O que antes era uma estrutura onde um autor apoiava o outro rumo ao crescimento, você acha que agora está se tornando mais “olho por olho”?

Jamie: Me deixe começar com uma avaliação muito sincera da nossa situação atual: Milhares de livros indie por dia estão sendo agitados e não editados, embalados de maneira não profissional, e sendo vendidos por $ 0.99 ou menos. Quando eu comecei em 2009, nós tínhamos menos recursos, mas ainda assim a maioria dos autores se esforçava para produzir livros que não pudessem ser distinguidos dos publicados pelas editoras. Foi assim que fortalecemos o mercado indie. Isso não é para afrontar ninguém que está lutando para pagar um editor ou designer de capas, mas o mercado indie atual está sofrendo um problema de profissionalismo que se tornou um problema de saturação. Uma autora recentemente me disse que se sentiu ofendida pela minha postura de que livros publicados deveriam ser editados. Por causa de tantos autores que clicam precipitadamente em “Publicar”, o dinheiro dos leitores está sendo gasto em milhões aos invés de milhares, e os leitores estão sendo condicionados – pelos autores – a sentir que qualquer livro que custa mais de $ 0.99 é caro. Se o seu livro, profissionalmente editado, embalado, e comercializado é vendido a $ 2.99 e os leitores dizem que vão esperar para compra-lo até que “vá para a promoção”, isso é uma prova de que tempos um problema com preços no mundo indie. Se o seu livro não vale mais de um dólar, pode ser que convenha que você gaste mais tempo fazendo com que valha.

A explosão de livros indie é uma coisa boa, em que os leitores tem uma enorme variedade de livros para escolher, com muitos preços diferentes. Atualmente nós estamos vendo mudanças negativas porque poucos autores são capazes de ganhar o suficiente para viver, ou estão ganhando significativamente menos. Pirataria, regras frouxas no varejo para a devolução total ou em grande parte dos eBooks, e preço condicionado alimentam o problema. Em qualquer outro emprego, se um empregado experimenta um corte no pagamento, ele pode achar um segundo trabalho, ou outro emprego em tempo integral. Mas e se você ama o seu trabalho? Se é o seu talento e algo que você é impulsionado a fazer? Esse tipo de desespero – especialmente se você pediu demissão do seu trabalho regular para ser um escritor em tempo integral – vem com a vontade de prover o sustento da sua família, precisando satisfazer a necessidade de criar, e testando a liberdade de ser autônomo. Isso pode produzir sentimentos como ressentimento, ciúmes e culpa. Sob estresse, as pessoas podem reagir a coisas como o sucesso dos seus pares de um jeito que não reagiriam normalmente.

Claro, há autores lá fora que mostram essas frustrações, mas o sucesso vem de edificar uns aos outros ao invés de focar em desculpas e culpa, e existem muitos autores indies de sucesso. O modelo atual de autopublicação ainda está na infância, e está passando por algumas dores de crescimento. Mas não está indo a lugar algum. O indie está aqui para ficar.

Claire: Qual foi o melhor conselho a respeito da escrita que te deram ao longo dos anos?

Jamie: A autora Jessica Park me disse bem no começo da minha carreira para nunca “aceitar todas as mudanças” durante o processo de edição. O único jeito de fazer a sua escrita crescer e melhorar é observar quais mudanças seu editor faz e aprender por quê. Eu estou longe de ser uma escritora com gramática perfeita, mas minha escrita melhora com cada livro porque eu presto atenção em cada marcação vermelha. Seguir esse conselho tem me ajudado a reconhecer e aparara as minhas palavras chave e frases, a construir uma sentença melhor, e admitir que apenas porque o que eu escrevo faz sentido para mim, não significa que vai estar claro para o leitor. Eu também aprendi que só porque uma sentença está ‘correta’, isso não faz com que esteja bonita. Tem que haver equilíbrio.

O conselho mais importante que eu me deram foi a respeito do negócio da escrita. Me disseram para criar uma conta bancária empresarial, para manter a minha renda vinda dos livros em separado, e sempre guardar mais do que eu precisava para impostos. Esses pedaços valiosos de conhecimento me pouparam muito estresse.

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Fonte | Tradução: Karina Matos

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